Artigo 27: Filosofia, mitologia e cinema: David Hume, Hesíodo e o ladrão de raios

 

Resumo

O breve texto procura articular um estudo da teoria das ideias do filósofo David Hume, a partir de paralelos de uma leitura empirista da imaginação levando em conta o recurso interpretativo e ilustrativo das figuras da mitologia grega a partir da Teogonia de Hesíodo e do filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Palavras-Chave: Filosofia, Mitologia, Cinema

 

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“Sim bem primeiro nasceu Caos, depois também

Terra de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre,

(…) e Eros: o mais belo entre Deuses imortais,

solta-membros, dos Deuses todos e dos homens todos

ele doma no peito o espírito e a prudente vontade”
Hesíodo

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ARTIGO 26: Do conceito de imaginação nas Investigações sobre o entendimento humano de David Hume

Resumo

Pretendemos com este breve artigo, precisar o conceito de imaginação na metafísica ou teoria do conhecimento de David Hume, sobretudo a partir de sua obra de 1748 Investigações acerca do entendimento humano (do original An Enquiry Concerning Human Understanding), principalmente a partir da seção II do livro, de nome Da origem das ideias (Of The Origen Of Ideas), e da seção III, de nome Da associação de ideias (Of The Association of Ideas). Nesta perspectiva, pretendemos indicar a posição das sensações e impressões como o lugar desde o qual, para o filósofo, as ideias e nestas a imaginação, têm o seu princípio ou origem. Como indicação para a investigação da problemática da imaginação David Hume nos oferece um valioso conceito, que se trata do princípio da associação de ideias, em sua perspectiva empirista, para somente a partir deste ponto, fundamentar sua teoria a respeito do estatuto da imaginação.

Palavras chave: Empirismo, imaginação, teoria do conhecimento, David Hume.

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David Hume: exame de proposições

Temas: Filosofia Moderna, Metafísica, Teoria das Ideias, David Hume, Relação entre sensações e memória, Relação entre impressões e pensamento, teoria da imaginação, impressões e sensações como fonte de nossas ideias, experiência, pensamento e imaginação, exercício de imaginação, análise do imaginário da mitologia grega através da teoria da imaginação de David Hume

Indique se correto ou incorreto as proposições relacionadas à filosofia de David Hume:

a)      Sensação é um acontecimento momentâneo, único e que não se repete

b)      Possuímos sensações externas e internas

c)      Por sensações internas damos o nome de sentimentos

d)      Por sensações externas entendemos serem as provocadas por objetos que nos afetam através dos sentidos e fornecidos pela experiência

e)      Todos os materiais do pensamento derivam de nossas sensações internas e externas

f)       Por impressão entendemos serem as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, sentimos, amamos, odiamos…

g)      Pela expressão Pensamento denominaremos como cópias de nossas impressões mais vivas

h)      Afirmamos serem as ideias derivadas da experiência vivida e observada

i)        A memória embora demonstre todo o seu poder, não retoma a sensação original em toda a sua força e vivacidade

j)         O princípio da imaginação será então o princípio da associação de ideias

k)      As associações de ideias demonstradas na imaginação serão então de acordo com o espírito e a vontade

l)        As nossas percepções mais vagas, que denominamos pensamentos ou ideias, serão sempre derivações de nossas impressões, que são as nossas percepções mais vivas

m)   Existe uma relação de causa e efeito entre pensamentos e impressões

n)      Impressões posteriormente se tornarão ideias

o)      As ideias têm como fonte a experiência das impressões

p)      O pensamento é ilimitado

q)      A ideia de Deus, que significa o Ser infinitamente inteligente, sábio e bom, também nasce da reflexão sobre nossas próprias qualidades de inteligência, sabedoria e bondade.

r)       A ideia de uma montanha de ouro pode ser facilmente demonstrada como tendo sua origem nas impressões, que são nossas percepções mais vivas, reunindo duas ideias compatíveis, que certa vez conhecemos, montanha e ouro

s)       Podemos analisar o imaginário da mitologia grega através da teoria da imaginação de David Hume

t)       Juntar formas e aparências estranhas não causa à imaginação tanto embaraço como perceber os objetos mais naturais e familiares

u)      Todo poder criador do espírito não ultrapassa a capacidade de combinar, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos foram fornecidos pela experiência e pelos sentidos

v)      Descrever uma cor em um poema por mais bela que seja, não substitui a paisagem e tonalidade real da cor, isto é, a impressão original

David Hume: Investigações sobre o entendimento humano /Seção II: Da Origem das Ideias (Trecho I)

“Cada um admitirá prontamente que há uma diferença considerável entre as percepções do espírito, quando uma pessoa sente a dor do calor excessivo ouo prazer do calor moderado, e quando depois recorda em sua memória esta sensação ou a antecipa por meio de sua imaginação. Estas faculdades podem imitar ou copiar as percepções dos sentidos, porém nunca podem alcançar integralmente a força e a vivacidade da sensação original. O máximo que podemos dizer delas, mesmo quando atuam com seu maior vigor, é que representam seu objeto de um modo tão vivo que quase podemos dizer que o vemos ou que o sentimos. Mas, a menos que o espírito esteja perturbado por doença ou loucura, nunca chegam a tal grau de vivacidade que não seja possível discernir as percepções dos objetos. Todas as cores da poesia, apesar de esplêndidas, nunca podem pintar os objetos naturais de tal modo que se tome a descrição pela paisagem real. O pensamento mais vivo é sempre inferior à sensação mais embaçada.”

Orientação de leitura:

Percepção: Capacidade de perceber, através dos sentidos

Sensação: Efeito momentâneo produzido através do modo como somos afetados por objetos; ligada aos sentidos

Lembrança: de uma mesma sensação sempre mais vaga em detalhes em relação à sensação original.

Atividade

1. Qual a diferença entre o acontecimento de uma sensação e a lembrança desta mesma sensação?

2. Descreva uma lembrança pessoal ligada a pelo menos um de nossos cinco sentidos (visão, audição, tato, paladar e olfato)

3. Após o relato de lembrança pessoal, as ideias de David Hume se confirmam? Justifique suas resposta fixando-se em seu relato.

David Hume (Trecho II) – Da origem das ideias

“Podemos observar uma distinção semelhante em todas as outras percepções do espírito. Um homem à mercê dum ataque de cólera é estimulado de maneira muito diferente da de um outro que apenas pensa nessa emoção. Se vós me dizeis que certa pessoa está amando, compreendo facilmente o que quereis dizer-me e formo uma concepção precisa de sua situação, porém nunca posso confundir esta ideia com as desordens e as agitações reais da paixão. Quando refletimos sobre nossas sensações e impressões passadas, nosso pensamento é um reflexo fiel e copia seus objetos com veracidade, porém as cores que emprega são fracas e embaçadas em comparação com aquelas que revestiam nossas percepções originais. Não é necessário possuir discernimento sutil nem predisposição metafísica para assinalar a diferença que há entre elas. Podemos, por conseguinte, dividir todas as percepções do espírito em duas classes ou espécies, que se distinguem por seus diferentes graus de força e de vivacidade. As menos fortes e menos vivas são geralmente denominadas pensamentos ou idéias. A outra espécie não possui um nome em nosso idioma e na maioria dos outros, porque, suponho, somente com fins filosóficos era necessário compreendê-las sob um termo ou nomenclatura geral. Deixe-nos, portanto, usar um pouco de liberdade e denominá-las impressões, empregando esta palavra num sentido de algum modo diferente do usual. Pelo termo impressão entendo, pois, todas as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos ou queremos. E as impressões diferenciam-se das ideias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados.”

Orientação de leitura:· O projeto filosófico de David Hume é investigar nossas capacidades mentais baseadas na experiência prática. As nossas capacidades mentais, na filosofia de David Hume, ganham o nome de “PERCEPÇÕES DA MENTE”. São duas as classes de percepções da mente. A uma das percepções da mente chamamos: “PENSAMENTOS OU IDEIAS”. A outra das percepções da mente chamamos: IMPRESSÕES. Pensamentos ou ideias: possuem traços mais vagos, lembranças de fatos, objetos, etc, reflexão, consciência. Impressões: são as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, vemos, sentimos, odiamos, amamos, etc. Temos impressões exatamente quando temos sensações diante de objetos, ou quando somos tomados pelo campo dos afetos(sentimentos).

Relação entre ideias e impressões: para o filósofo por trás de toda ideia existiu uma impressão, uma relação de interdependência encontramos entre ideias e impressões. Uma impressão posteriormente se torna uma ideia, é este o movimento descrito por Hume.

Questões

1. Quais são as duas classes de percepções da mente segundo David Hume?

2. Defina o conceito de “pensamento”.

3. Defina o conceito de “impressões”.

4. Indique a relação entre ideias e impressões.

David Hume: Trecho III “Sobre a imaginação”

“À primeira vista, nada pode parecer mais ilimitado do que o pensamento humano, que não apenas escapa a toda autoridade e a todo poder do homem, mas também nem sempre é reprimido dentro dos limites da natureza e da realidade.”

Orientação de leitura:

O pensamento é ilimitado

O pensamento escapa a todo poder do homem

O Pensamento escapa a toda autoridade

O homem não tem pleno governo sobre o pensamento

Apesar de orientá-lo com todo o seu vigor

No entanto podemos afirmar:

O pensamento não se limita à natureza

O pensamento não se limita à realidade

“Formar monstros e juntar formas e aparências incongruentes não causam à imaginação mais embaraço do que conceber os objetos mais naturais e mais familiares.”

Orientação de leitura:

No pensamento, juntar formas e aparências estranhas é tão comum à imaginação como percebermos os objetos mais naturais e familiares que nos rodeiam.

“Apesar de o corpo confinar-se num só planeta, o pensamento pode transportar-nos num instante às regiões mais distantes do Universo, ou mesmo, além do Universo, para o caos indeterminado, onde se supõe que a Natureza se encontra em total confusão. Pode-se conceber o que ainda não foi visto ou ouvido, porque não há nada que esteja fora do poder do pensamento, exceto o que implica absoluta contradição.”

Orientação de leitura:

Apesar de o corpo ocupar um único espaço, a terra, através da imaginação podemos num instante criar ideias e imagens de regiões distantes. Assim, podemos, através do pensamento e da imaginação passar até mesmo pelo caos (o indeterminado, o que ainda não foi visto ou ouvido) Assim, “não há nada que esteja fora do poder do pensamento”

”Pois o pensamento é ilimitado” e não se limita à natureza ou realidade.

Questões

1. De acordo com o filósofo o pensamento humano possui limites?Justifique com suas palavras.

2. Para David Hume o pensamento está sob a autoridade e poder do homem? Explique com suas palavras.

3. O que é afirmado sobre a relação pensamento, natureza e realidade.

4. Qual a capacidade do pensamento que ultrapassa os limites do que encontramos na natureza e da realidade?

5. Procure demonstrar, através de exemplos, como o pensamento, através da capacidade da imaginação, não se limita apenas à natureza e à realidade.

David Hume: Da associação de ideias como princípio da imaginação (Trechos 4 e 5)

4. Entretanto, embora nosso pensamento pareça possuir esta liberdade ilimitada, verificaremos, através de um exame mais minucioso, que ele está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência. Quando pensamos numa montanha de ouro, apenas unimos duas ideias compatíveis, ouro e montanha, que outrora conhecêramos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, pois o sentimento que temos de nós mesmos nos permite conceber a virtude e podemos uni-la à figura e forma de um cavalo, que é um animal bem conhecido. Em resumo, todos os materiais do pensamento derivam de nossas sensações externas ouinternas; mas a mistura e composição deles dependem do espírito e da vontade. Ou melhor, para expressar-me em linguagem filosófica: todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias de nossas impressões ou percepções mais vivas.

5. Para prová-lo, espero que serão suficientes os dois argumentos seguintes. Primeiro, se analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais compostos ou sublimes que sejam, sempre verificamos que se reduzem a ideias tão simples como eram as cópias de sensações precedentes. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais distantes desta origem mostram-se, sob um escrutínio minucioso, derivadas dela. A ideia de Deus, significando o Ser infinitamente inteligente, sábio e bom, nasce da reflexão sobre as operações de nosso próprio espírito, quando aumentamos indefinidamente as qualidades de bondade e de sabedoria. Podemos continuar esta investigação até a extensão que quisermos, e acharemos sempre que cada ideia que examinamos é cópia de uma impressão semelhante. Aqueles que dizem que esta afirmação não é universalmente verdadeira, nem sem exceção, têm apenas um método, e em verdade fácil, para refutá-la: mostrar uma ideia que, em sua opinião, não deriva desta fonte. Incumbir-nos-ia então, se quiséssemos preservar nossa doutrina, de mostrar a impressão ou percepção mais viva que lhe corresponde.

Questão proposta

Explique a teoria da imaginação de David Hume com base no princípio da associação de ideias descritos nos exemplos da ideia de uma“montanha de ouro” e da ideia de Deus.

Da noção de “imaginação” em David Hume

Foto: Abraão Carvalho
Expurgação – Le Sens Inverse EXPO (2012, Saint-Denis, France)

 “todo poder criador do espírito
não ultrapassa a faculdade de combinar,
de transpor, aumentar ou de diminuir
os materiais que nos foram fornecidos
pelos sentidos e pela experiência.”
“todos os materiais do pensamento
derivam de nossas sensações
externas ou internas;
mas a mistura e composição deles
dependem do espírito e da vontade.”
David Hume

 

A perspectiva fixada por Hume (1711-1776) em relação à categoria de imaginação, prossegue um percurso muito peculiar, que ocupa ainda em nossos dias muitos pesquisadores, filósofos, e interessados em metafísica. Na tradição do empirismo, Hume se situa como uma posição radical ao que se refere em lançar à experiência o fundamento de uma teoria do conhecimento.

O percurso de Hume consistirá sobretudo, em determinar noções acerca do processo de formação das idéias. Nesta direção, realiza uma análise da percepção sensorial humana no sentido de encontrar no acontecimento originário das sensações ou impressões a provocação das idéias. E neste contexto Hume precisa a noção de imaginação. O que pretendemos como objeto de nosso breve artigo.

Na visão de Hume, o que é então a imaginação? Como ela se “forma”? A associação de idéias e qualidades tomadas pela imaginação, seja acordado ou dormindo como no sonho, encontra ou não sua provocação desde a experiência das sensações ou impressões? É no contexto destes problemas que se inscreve a metafísica empirista de Hume. Entendendo o empírico como aquilo que está na ordem do acontecimento da experiência, que para Hume, na problemática da imaginação, significa o dado pelas sensações e impressões.

Sensações e impressões são as percepções mais fortes e vivas na medida que preservam o acontecimento originário das qualidades fornecidas pelos objetos do mundo material e sensível, como também, pelos afetos.

De um lado temos sensações e impressões da presença de objetos, como mesa, cadeira, tv, rádio, computador, etc. Por outro lado temos também sensações e impressões de afetos, isto é, de emoções. Através da presença, isto é, de impressões e sensações, de objetos e do acontecimento de emoções, temos idéias de objetos e emoções.

De todo, no pensamento estas idéias, para David Hume, ora são cópias de impressões e sensações, que correspondem fielmente aos objetos do mundo material e sensível e às emoções ou afetos, ora nossas idéias tomam o rumo da imaginação.

Todavia, nos fixemos no problema: em que medida ou limite, as idéias não são somente cópias de sensações ou produto da imaginação? Em outra direção, é a imaginação livre? Ou a imaginação está somente livre desde que originária de sensações e impressões da experiência (empírica)?

Para David Hume, a imaginação está situada no princípio da associação de idéias. Este princípio da associação de idéias está por sua vez vinculado a uma ligação por meio de qualidades de impressões e sensações que acontecem.

Nesta perspectiva, quando tenho a impressão de um sabor, esse sabor se refere a uma das qualidades do objeto, isto é, do alimento ou de uma bebida, que concentram ainda outras qualidades apreendidas pelos sentidos, como o tamanho, forma, estado (se sólido ou líquido…), cheiro e cor.

Quando temos a impressão de um relógio de pulso ou de parede por exemplo, as qualidades do objeto como o brilho, opacidade, tamanho, cor, forma, isto é, suas propriedades, para David Hume, são tomadas como constituintes da impressão de um dado relógio.

Em outra direção, quando a imaginação de um pintor como Salvador Dali, em quadro de 1931 de nome “A persistência da memória”, cria uma imagem de relógios gigantes como se estivessem derretidos em uma paisagem distante, um dos relógios pendurado em um galho seco de árvore, outro no ar, etc, a questão que Hume propõe, é demarcar o acontecimento da imaginação como produto de associação de idéias de impressões reais, como árvore, relógio, fogo, terra, etc, e que retemos suas qualidades em nossa memória, isto é, através da lembrança.

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Na medida que quando lembramos de uma sensação, a vivacidade originária do acontecimento nunca pode ser retomada em sua inteireza e força, mas em menor grau. Daí Hume afirmar que qualquer sensação ou impressão é mais viva e forte que uma idéia, lembrança, ou associação de idéias e qualidades distintas de objetos distintos como no caso da imaginação. Ao passo que a idéia, a lembrança e a imaginação têm seu princípio na experiência das sensações e das impressões.

Nesta direção, poderíamos então afirmar, que a imaginação não é tão sem rédeas como pensávamos, mas sua órbita gira em torno das sensações e impressões fornecidas pela experiência. Já que para Hume as impressões e sensações provocam o surgimento das idéias, e nestas, a imaginação.

REFERÊNCIAS

HUME, David. “Investigação Acerca do Entendimento Humano” [1748]. Tradução: Anoar Aiex. Edição ACRÓPOLIS. Versão para eBook. eBooksBrasil. Fonte Digital: br.egroups.com/group/acropolis/. ©2001, 2006.

SALLES, Fernão. “David Hume: Associação de Idéias, ‘cimento do universo’.” Revista Mente & Cérebro & Filosofia. São Paulo. SP. Duetto Editorial. Edição n° 2.

DALI, Salvador. “A persistência da memória”, 1931. Reprodução digital.

Para refletir

1- Escreva um relato de algum produto de sua imaginação. Procure lembrar ou produzir uma nova.

2- Procure descrever as qualidades e objetos distintos encontrados em um mesmo plano de seu produto de imaginação descrito.

3- Procure indicar as associações de idéias diferentes encontradas em sua imaginação descrita.

4- Explique o que é imaginação para David Hume a partir de seu exemplo de imaginação.

David Hume – Investigações sobre o entendimento humano – QUESTÕES

Referência: Investigação acerca do entendimento humano, David Hume

Seção II – Da origem das idéias

Para acessar o livro on line do filósofo David Hume, click aqui.

Questões propostas:

1. Para David Hume qual a diferença entre o sentir (ser afetado enquanto sensações) e o recordar?

2. “Mas, a menos que o espírito esteja perturbado por doença ou loucura, nunca chegam a tal grau de vivacidade que não seja possível discernir as percepções dos objetos. Todas as cores da poesia, apesar de esplêndidas, nunca podem pintar os objetos naturais de tal modo que se tome a descrição pela paisagem real. O pensamento mais vivo é sempre inferior à sensação mais embaçada.”

Comente esta passagem do filósofo escocês David Hume.

3. Indique a relação entre idéia e sensação.

4. Segundo David Hume “todas as percepções do espírito” se dividem em duas classes, que se diferenciam “por seus graus de força e de vivacidade.” Que duas classes de percepções são estas? Explique cada uma.