Artigo 22: Ciência, técnica, política e violência em “O quarto selo (fragmento)” de Rubem Fonseca

RESUMO

Neste artigo, procuramos realizar um exercício interpretativo do conto “O quarto selo (fragmento)”, de 1969, do escritor Rubem Fonseca. Neste conto que se passa em um cenário de violência da cidade brasileira em um contexto de ficção científica no qual a violência, ganha justificativas políticas, de modo a se tornar emblemático neste texto de Fonseca o aparecimento de uma organização que tem como interesse “matar as autoridades, técnicos e burocratas de alto nível que nunca apareciam em público”. Os temas levantados a partir deste conto/roteiro de cinema, são explorados de maneira reflexiva e interpretativa, e se trata de uma das partes de uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2004, contando com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, Conselho Nacional de Pesquisa, através da Universidade Federal do Espírito Santo, tendo como orientador o professor Bernardo Barros, na linha de Filosofia e Literatura, e tenho como principal referência e ponto de partida a obra de Rubem Fonseca. E em última análise pretendemos explicitar a violência, no modo próprio como aparece nesta ficção de Rubem Fonseca, como situada desde uma possível dissimulação, que atravessa tanto a prática política de Estado, em sua tentativa de asseguramento das desigualdades sociais radicais, voltadas para a permanência de privilégios econômicos para poucos em detrimento da morte violenta do outro, bem como, desde o conto “O quarto selo (fragmento)”, a violência que dá-se através da dissimulação, aparece também na prática política que reage de encontro à ação violenta do Estado.

Palavras- chave: Rubem Fonseca, Violência, O Quarto Selo, Dissimulação, Política

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Artigo 21: O “cinema-templo” de Rubem Fonseca e a experiência brasileira

RESUMO

Compreende um exercício de interpretação do conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, tomando como recurso dialético interpretativo o aparecimento do “cinema-templo”, no qual, nas palavras do escritor Rubem Fonseca: “Todas as manhãs, das oito as onze, todos os dias da semana, … é ocupado pela Igreja de Jesus Salvador das Almas. A partir das duas da tarde exibe filmes pornográficos”. Tomamos a alegoria literária do conto de Rubem Fonseca como emblema da experiência brasileira que concilia opostos, por meio de inversões e compensações que se desdobram no tecido social, tal como procuramos articular com as indicações do filósofo Bajonas Brito em seu livro Lógica do Disparate.  E neste percurso, procuramos traçar paralelismos entre as reflexões do filósofo Walter Benjamin a respeito do tema da cidade moderna, e a experiência brasileira através do universo literário descrito no conto de Fonseca.

Palavras-Chave: Rubem Fonseca, Disparate, Benjamin, Cinema-templo

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Artigo 20: A morte do outro na ficção de Rubem Fonseca

RESUMO

Trata-se de uma interpretação do conto “O outro”, do livro de contos Feliz ano novo, do escritor Rubem Fonseca. A leitura promovida, exerce esforços em tomar como horizonte os paralelismos entre a leitura de Walter Benjamin do poeta Baudelaire como fundamental para suas reflexões a respeito da cidade moderna, e a indicação do conto de Rubem Fonseca como emblema da violência em uma de suas faces na vida urbana da cidade brasileira.

Palavras-Chave: Rubem Fonseca, O outro, Walter Benjamin, Baudelaire, Violência, Literatura, Filosofia

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Artigo 19: Memória e Cidade através de Walter Benjamin e Baudelaire

RESUMO

Através de um estudo da condição histórica das grandes cidades, levadas adiante pelo filósofo Walter Benjamin, através de seu célebre ensaio Sobre Alguns Temas em Baudelaire, e sua reflexão em torno do tema da memória do indivíduo urbano a partir da noção de memória involuntária, procuramos estabelecer um nexo entre as proposições benjaminianas acerca da cidade moderna, aliada a um exercício de interpretação de alguns poemas de Baudelaire, dentre eles, “Correspondências”, e “Os sete velhos”, ambos do livro As flores do mal, além de um diálogo com o poema em prosa “O mau vidraceiro”, do livro de contos do poeta francês Pequenos poemas em prosa. Trata-se de parte de uma pesquisa desenvolvida entre 2003 e 2004, contando com o financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, Conselho Nacional de Pesquisa, através da Universidade Federal do Espírito Santo, tendo como orientador o professor Bernardo Barros.

Palavras-chave: Walter Benjamin, Memória, Cidade, Baudelaire.

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Artigo 18: Experiência urbana através de Walter Benjamin e o conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro” de Rubem Fonseca

RESUMO

Pretendemos articular breves noções a respeito da figura do flanêur em Walter Benjamin, e a partir deste olhar acerca da vida urbana nas grandes cidades, promovemos um exercício interpretativo do conto “A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, do escritor brasileiro Rubem Fonseca. Neste movimento de interpretação do conto de Fonseca, procuramos nos fixar em alguns traços do personagem protagonista Augusto-Epifânio, e suas vivências urbanas em suas caminhadas pela cidade do Rio de Janeiro, com o trapeiro Benevides, e o mendigo radical Zumbi do Jogo da Bola.

Palavras-chave: Rubem Fonseca, Rio de Janeiro, Cidade, Walter Benjamin, Filosofia, Literatura

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Artigo 17: O flanêur benjaminiano e o homem da multidão de E. A. Poe

RESUMO

Nosso ponto de partida serão as reflexões do filósofo Walter Benjamin acerca da vida na cidade, a partir de seu ensaio “Sobre alguns temas em Baudelaire” e no trecho “O Flâneur”, do ensaio “A Paris do Segundo Império em Baudelaire”, na perspectiva de articular tais reflexões para promover um exercício interpretativo do conto de Edgar Allan Poe “O homem da multidão”.

Palavras-chave: E. A. Poe, Benjamin, Cidade, Vivência

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Artigo 16: Das relações entre Igreja e Estado no pensamento político de Guilherme de Ockham

RESUMO

O presente texto parte de um esforço no que tange à tentativa em se estudar o pensamento político de Guilherme de Ockham (1285/1349), no que se refere às suas reflexões a respeito das relações entre igreja e Estado, a partir de seu célebre texto “Sobre o Poder dos Imperadores e dos Papas” (1346).

Palavras-chave: Guilherme de Ockham, Igreja, Estado, Filosofia Política, Pensamento político medieval

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Artigo 15: Filosofia, a encruzilhada do conhecer: entre a criação e a técnica

RESUMO

O nosso ponto de partida realizou-se a partir de leituras do livro Conhecer é criar de Gilvan Fogel. Tais leituras ecoaram quando da oportunidade do contato com um breve artigo de Heidegger de nome Que é isto – a filosofia? O artigo que ora apresentamos trata de temas como a distinção da filosofia em relação à ciência, bem como, caminha em direção de demarcar como os afetos, o humor, dito de outro modo, a disposição, abrem o ser humano para o ser das coisas desta ou daquela maneira, algo que caminha em outra direção em relação à perspectiva da ciência, que demarca o ser das coisas desde a quantificação e repetibilidade dos fenômenos na natureza.

Palavras Chave: Filosofia, Heidegger, Conhecer, Criar, Gilvan Fogel

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Artigo 14: Entre Hegel, Marx, Bakunin e o filme “O preço da ambição”

RESUMO

As noções de reconhecimento e trabalho tratadas por Hegel e Marx, na Fenomenologia do Espírito e nos Manuscritos Econômico-filosóficos são os aspectos a serem perseguidos, fixando-se no problema da distinção da noção de reconhecimento em Hegel, Bakunin e no filme O preço da ambição de 1994, com o ator Kevin Spacey.

Palavras chave: Hegel, Marx, Bakunin, Cinema, Filosofia

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Artigo 13: Educação e sociedade, entre a técnica e a ojeriza ao pensar

RESUMO

O artigo procura realizar uma abrangente discussão a respeito da relação entre educação e sociedade, a partir sobretudo de alguns tópicos essenciais para atravessar este percurso e desafio para o pensamento, a saber: Linguagem e sociabilidade, Indivídio e sociedade, e Educação, ciência e técnica. Neste percurso, procuramos dialogar com referências do pensamento crítico como Marx, Marcuse, Gramsci, Sérgio Buarque, Rubem Fonseca e Antônio Vidal Nunes, no intuito de encontrar subsídios e pontos de partida para as temáticas propostas. Trabalho produzido em 2008.

Palavras Chave: Educação, Crítica, Sociedade

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